quarta-feira, 25 de maio de 2011

Como fazer um relatório de estágio?

Dificuldade em fazer um relatório de estágio? Talvez o relatório que eu fiz possa lhe ajudar, servindo como base para o seu trabalho. Segue abaixo.


PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS – FFCH

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

ESTAGIO SUPERVISIONADO III

PROFª. Me. ROSHANGELA BASTANI















ALUNO: VINÍCIUS RAUBER E SOUZA

vinirauber@hotmail.com

















RELATÓRIO FINAL – ESTÁGIO BACHARELADO III – 2009/1

OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NO RIO GRANDE DO SUL





































PORTO ALEGRE

2009





ORIENTADORES:

PUCRS: PROFª. Me. ROSHANGELA BASTANI

SIMERS: PATRÍCIA MOREIRA CARDOSO















ALUNO: VINÍCIUS RAUBER E SOUZA

vinirauber@hotmail.com

















RELATÓRIO FINAL – ESTÁGIO BACHARELADO III – 2009/1

OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NO RIO GRANDE DO SUL





































PORTO ALEGRE

2009





1. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO:

Fundado em 20 de maio de 1931, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul tem marcado sua história pela luta por direitos e condições efetivas de trabalho. Sua própria instituição foi um marco de luta e união da categoria contra o chamado “charlatanismo”, já que à época não havia exigência de diploma para desempenho da medicina. Vencida esta etapa, regulamentada a profissão, a história da entidade mergulhou em um período de inércia, segundo os relatos da diretoria atual. A diretoria que assumiu em janeiro de 1998 e, cumprindo com suas metas, iniciou a implantação de um moderno projeto que permite ao associado encontrar no SIMERS total suporte administrativo no que envolve a profissão, se mantém até os dias de hoje em sua base.



2. VALORES:

O SIMERS tem por missão apoiar e defender o médico no exercício da Medicina, promovendo ações de forma articulada com a sociedade, em benefício da Saúde.



3. VISÃO:

Manter-se como referência e liderança no segmento de atuação.



4. COMUNICAÇÃO:

A Política de Comunicação é ferramenta indispensável na consolidação da imagem institucional da entidade, e será sempre acionada como instrumento de defesa incondicional ao médico. Guiado por seus princípios e valores, o SIMERS discutirá sempre publicamente os temas da Saúde e da Medicina.



5. POLÍTICA EMPRESARIAL:

Visando a excelência e profissionalização de seus processos e serviços, o SIMERS opera com desempenho compatível com as modernas práticas de gestão corporativa.



6. PRINCÍPIOS:

· Defesa do médico - A missão do SIMERS é apoiar e defender o médico para o nobre exercício do seu trabalho, oferecendo sempre resposta aos ataques e ameaças dirigidos ao profissional e à categoria.

· Defesa da saúde - O SIMERS considera a Saúde como bem estar físico, psíquico e social, intrínseco à condição humana, como a Liberdade. Em sua defesa, promove ações, articuladas com a sociedade.

· Verdade - O SIMERS tem como lema: “A Verdade faz bem à Saúde“, e ergue-se contra interesses que venham a interferir neste conceito.

· Coragem - O SIMERS conduz seu trabalho corajosamente sem recuos, permanecendo sempre ao lado da verdade.

· Prontidão - Com atitude pró-ativa o SIMERS, busca, por todos os seus meios, permanecer pronto para agir onde e quando for necessário.

· Orgulho e Fidelidade - Todo o funcionário do SIMERS terá um compromisso com a Instituição, devendo saber exatamente o que faz, porque faz, e fazer bem feito.



7. SINDICATO MÉDICO COM ISO 9001:

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) é o primeiro sindicato classista (categoria profissional) do País a conquistar ISO 9001 de qualidade. O certificado concedido pela empresa norueguesa credenciada ao INMETRO Det Norske Veritas (DNV), que realiza auditorias semestrais do Sindicato, em final de 2005. Um diferencial é que além da avaliação dos serviços, o SIMERS tem também certificação de sua atuação política.

A certificação abrange todos os serviços oferecidos aos médicos, o suporte administrativo prestado aos associados e a atuação política da entidade. A conquista do certificado é resultado de um processo de mudanças gerenciais e de fortalecimento da entidade deflagrado em 1998. Um dos aspectos ressaltados pela auditoria é o foco na busca de maior agilidade em atender as necessidades dos profissionais.

O Sindicato criou quase duas dezenas de serviços e colheu o efeito: pulou de mais de 2 mil associados em 1998, para mais de 13 mil em 2007, com um índice de filiação superior a 60% da categoria em atuação no Estado. É o melhor índice entre sindicatos médicos do Brasil, confirmado em pesquisa feita em 2004 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Hoje o médico associado pode resolver praticamente todas as demandas por meio do SIMERS. Pode buscar desde assessoria jurídica, previdenciária, trabalhista e em Imposto de Renda, contratar seguro para carro e consórcios, serviços gráficos, suporte em informática, oportunidades no mercado de trabalho, agência de viagens e assessoria de Imprensa, além de convênios com descontos em diversos serviços.

Na área de convênios, o Sindicato avançou na oferta de novos mecanismos de relacionamento com os associados ao lançar, em 2006, o Cartão do Médico. Trata-se de um verdadeiro cartão de crédito, com vantagens exclusivas aos médicos, isenção de taxas cobradas por outros cartões, descontos e serviços diferenciados principalmente na área de saúde, como transporte aéreo gratuito de emergência e descontos na rede Panvel. O associado tem à sua disposição um site para acompanhar extratos e pagamentos, além das opções da rede credenciada.

Fonte: http://www.simers.org.br



8. SOBRE AS MINHAS ATIVIDADES NO SIMERS.

Eu trabalho no Núcleo de Pesquisa do SIMERS, que presta assessoria ao gabinete da presidência, vice-presidência, diretoria, núcleo acadêmico e imprensa. Realizo pesquisas principalmente com o auxílio da Internet e pelo telefone, além da busca bibliográfica, fazendo resumos, relatórios e montando apresentações.

Durante todo o período aqui tenho me responsabilizado principalmente por trabalhar na área de saúde mental, uma das grandes pautas do Sindicato. São dois tipos de trabalhos os mais comuns para esta temática: Os que se estruturam a longo prazo, que trata de um dossiê de saúde mental no RS, e os conjunturais, quando são pedidos dados sobre leitos, internações, taxa de mortalidade. Geralmente o recorte para estes estudos menores é RS/RMPA/POA/INTERIOR. Apesar disso também faço trabalhos de outras áreas, como um dossiê da traumato-ortopedia no SUS, concluído em abril de 2009. Durante abril e maio também trabalhei na construção de blogs, utilizados pelos diretores e pela vice-presidente do Sindicato em seminários internacionais (no caso, o 12º Congresso Mundial de Saúde Pública[1] e II Encuentro del Foro Iberoamericano de Entidades Medicas[2]).

A utilização desses dados são principalmente para fins políticos, com divulgação na mídia local, utilização nos debates com governantes, etc. Alguns, como os blogs, são para outros fins (servindo como uma espécie de utilitário técnico). Apresentações são feitas geralmente para exposição em seminários pelos representantes do Sindicato.

Deste modo tenho aprendido bastante como um trabalho sociológico pode ser desenvolvido dentro de um espaço que se situa fora da pesquisa convencional, através de uma assessoria diárias, técnica e política. Creio que será de grande ajuda no mercado de trabalho, tanto pelas experiências que tenho aqui, quanto por estagiar em um dos maiores sindicatos da América-latina.















































SUMÁRIO





1 INTRODUÇÃO.........................................................................................................8



2 RESULTADOS PARCIAIS.....................................................................................12

2.1 ATENDIMENTO......................................................................................................12

2.2 DIVISÃO TERRITORIAL E RELAÇÃO COM HOSPITAIS.................................14

2.3 DEMANDA...............................................................................................................14

2.4 PROFISSIONAIS MÉDICOS...................................................................................16

2.5 OUTROS PROFISSIONAIS....................................................................................20

2.6 REUNIÕES E CURSOS DE CAPACITAÇÃO........................................................21

2.7 CAPSi........................................................................................................................22



3 CONCLUSÃO .......................................................................................................24



REFERÊNCIAS......................................................................................................25



ANEXO A - QUESTIONÁRIO................................................................................26

























1 INTRODUÇÃO



A substituição da estrutura hospitalar por uma e rede extra-hospitalar de atenção a saúde mental, base da Reforma Psiquiátrica no Brasil, se deu de maneira a cumprir os seus objetivos, constituindo uma rede psicossocial de apoio aos pacientes que substituiu o antigo modelo de internações psiquiátricas, num processo que se desenvolveu de maneira paralela

O principal imperativo da Reforma Psiquiátrica instaurada no Brasil foi o da construção de uma Rede de Atenção Integral a Saúde Mental, concomitantemente com a redução de leitos em Hospitais Psiquiátricos, substituindo o modelo denominado hospitalocêntrico pelo modelo por um modelo psicossocial, ou extra-hospitalar, também chamado de comunitário. Este processo que se iniciou na Itália no ano de 1978 com a chamada "Lei da Reforma Psiquiátrica Italiana", inspirado nas idéias do psiquiatra Franco Basaglia, e que foi institucionalizado no Brasil no início da década de 1990.

Para o Ministério da Saúde (2004), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) deveriam assumir seu papel estratégico na articulação e no abastecimento dessas redes, tanto cumprindo suas funções na assistência direta e na regulação da rede de serviços de saúde, trabalhando em conjunto com as equipes de Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde, quanto na promoção da vida comunitária e da autonomia dos usuários, articulando os recursos existentes em outras redes: sócio-sanitárias, jurídicas, cooperativas de trabalho, escolas, empresas etc.

Os CAPS são instituições destinadas a acolher os pacientes com transtornos mentais, estimular sua integração social e familiar, apoiá-los em suas iniciativas de busca da autonomia, oferecer-lhes atendimento médico e psicológico. Criados oficialmente a partir da Portaria GM 224/92 e definidos como “unidades de saúde locais/regionalizadas que contam com uma população definida pelo nível local e que oferecem atendimento de cuidados intermediários entre o regime ambulatorial e a internação hospitalar, em um ou dois turnos de quatro horas, por equipe multiprofissional”. É essencialmente um serviço de atendimento de saúde mental criado para ser substitutivo às internações em hospitais psiquiátricos.

Meu objetivo com este estudo é fazer um estudo exploratório levantando as principais características dos CAPS, confrontando-os em relação aos Hospitais Psiquiátricos, acompanhando a implantação dos dispositivos da rede de atenção a saúde mental, que ocorre concomitantemente com a desinstitucionalização dos Hospitais Psiquiátricos no Brasil, e explorar o funcionamento dos CAPS no RS.

O presente relatório foi feito com base no desenvolvimento do Dossiê de Saúde Mental que está sendo elaborado pelo SIMERS, com alguns dos resultados preliminares, até a presente data. Este visa apresentar a situação de atendimento em saúde mental no Rio Grande do Sul especificamente, contextualizado dentro da perspectiva nacional, pós Reforma Psiquiátrica.

Para isso, em uma primeira fase, foi realizado um estudo longitudinal, coletando dados diretamente aos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e Hospitais Psiquiátricos e Hospitais Gerais com leitos psiquiátricos do estado, de forma a mapear estas instituições. Aqui iremos apresentar especificamente os CAPS.

A partir dos registros do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES - (acesso em março/2008) foram identificados 107 CAPS no Rio Grande do Sul, sendo distribuídos da seguinte maneira:



CAPS I


CAPS II


CAPS III


CAPS AD


CAPS i

50 (47%)


31 (29%)


1 (1%)


14 (13%)


11 (10%)

Quadro 1 – CAPS no Rio Grande do Sul

Fonte: O autor (2009)



O contato com os centros foi realizado no período de março a abril de 2008, em sua maioria, via telefone. Esta, se não é a melhor abordagem, pelo menos se mostrou a mais apropriada, dado o fato de que seria demais dispendioso fazer uma análise qualitativa de todos os CAPS, visitando-os pessoalmente.

A proposta inicial era de realizar as entrevistas com os médicos responsáveis pelos centros, de preferência os psiquiatras. Contanto, a prática mostrou a inviabilidade desta tentativa para o projeto especificamente. Os coordenadores dos CAPS, em sua grande maioria, não são médicos, essa situação constituindo em casos raros. Destarte, os médicos são de muito mais difícil acesso, em especial os psiquiatras, ficando poucas horas semanais nos centros, sendo bastante solicitados quando lá estão. Em algumas cidades, foi constatado que o médico responsável sequer reside no município.

Foi aplicado um questionário semi-aberto com 55 questões (ANEXO A), visando que sempre fosse respondido pelo coordenador do respectivo CAPS. Não obstante, alguns outros profissionais também responderam ao questionário em casos excepcionais (no caso do CAPS estar sem coordenador ou após várias tentativas frustradas de contato com este).

Foram entrevistados 67 CAPS (62%) de um universo de 107 no qual tivemos acesso via DATASUS. Dos 40 que faltaram, em cerca de 20 o questionário foi enviado via e-mail por solicitação do respectivo contato, porém, não havendo retorno. Os outros cerca de 20 constituíram-se casos particulares que por alguma maneira não se conseguiu o contato (telefone errado, sonegação de informações, etc.).

Em alguns foi identificada pelo entrevistador uma “não-confiabilidade” no entrevistado, para se aplicar o questionário, tendo em vista sua postura ao ser informado que se tratava de uma pesquisa do SIMERS, provavelmente por questões de cunho político-ideológicas. Nestes casos, os questionários foram identificados e posteriormente descartados da amostra, para se evitar o bias (se evitar que o entrevistado responda as questões de forma fictícia, não correspondente com a realidade, de forma intencional, provocando uma não-conformidade dos dados).

Também ocorreu de os funcionários não serem autorizados a responder pesquisas, conforme informado. Houve casos como o do CAPS de São Francisco de Assis, por exemplo, que não possui telefone, assim como não conseguimos contato com alguns centros, mesmo com o número fornecido pela prefeitura.

Nos CAPS de Porto Alegre foi preferida a realização de visitas pessoalmente, em que se pôde melhor vislumbrar as condições de acesso, funcionamento e estrutura dos centros, apesar de não termos tido acesso a todos, os quais o questionário foi respondido por telefone.

Por fim, como última medida, para os CAPS em que não conseguimos o questionário respondido, foi enviado um ofício solicitando a resposta para as Secretarias da Saúde ao qual estão vinculados, ainda não havendo retorno.

Os dados obtidos com os questionários foram devidamente tabulados para análise em programa específico – que ainda está em andamento - o qual nos trará informações que poderão estabelecer correlações que muitas vezes a mente humana por si mesma não é capaz de vislumbrar. Também foram utilizados dados e relatórios de fontes oficiais, reportagens jornalísticas e estudos científicos (teses, projetos de pesquisa) acerca do assunto, de forma a complementar e ilustrar as informações obtidas.

O Rio Grande do Sul possui 130 CAPS, conforme apontado pela Secretaria de Saúde do Estado, sendo 61 CAPS I, 36 CAPS II, 19 CAPS AD (para usuários de álcool e drogas), 13 CAPS i (infantil) e 1 CAPS III. Entretanto as fontes do Ministério da Saúde apontam 107 CAPS cadastrados em maio de 2008.

De qualquer maneira, levando em consideração a população estimada em 2005 de 10.845.087 habitantes (IBGE, acesso em jun/2008), temos uma taxa de cobertura acima de 0,5 CAPS por 100.000 habitantes. Esta taxa de cobertura é considerada de razoável a boa, pela Coordenação Geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde (Relatório de Gestão 2003 – 2006).

São também 109 ambulatórios de saúde mental espalhados pelo estado. Segundo o IBGE são 40 estabelecimentos de saúde com emergência psiquiátrica no RS (acesso jun/2008). Os Serviços de Residências Terapêuticas são 24 e estão localizados em 5 municípios. O Programa de Volta Para Casa contempla 183 beneficiários (Fonte: SES – SSMN e DAHA, 2007).

O Estado possui 940 leitos em Hospitais Psiquiátricos e 686 leitos psiquiátricos em Hospitais Gerais. Ou seja, 58% dos leitos psiquiátricos estão em Hospital Psiquiátrico e 42% em Hospital Geral, Isso demonstra a importância das Instituições Totais no tratamento em saúde mental no Rio Grande do Sul, destarte o Estado ter sido um dos primeiros a começar a conversão do modelo hospitalocêntrico para o modelo capscêntrico da Reforma Psiquiátrica do país, no início da década de 1990.

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